Canto : Evolução dos canários

Evolução dos canários


Os primeiros canários foram encontrados por volta de 1402, nas Ilhas Canárias. Os espanhóis, quando ocuparam a ilha em 1478, descobriram a docilidade dos pássaros e a possibilidade da criação em cativeiro. No entanto, os primeiros a terem êxito na criação foram os Monges.

Em 1559, descreveram o canário da seguinte maneira:

- Pequeno, 12 centímetros no máximo;

- Cor atraente, verde amarelo e um pouco acinzentado com escuros nas asas;

- Dorso com raias pretas;

- Peito igual ao dorso;

- Bicos e pés pretos;

- Canto alto e sonoro.

A venda dos pássaros era monopolizada pelos espanhóis, que somente vendiam os machos, para evitarem que outros pudessem reproduzi-los. Até que, em 1662, houve um naufrágio de um navio Espanhol na Europa. Este navio estava com um carregamento de canários que foram soltos pelos tripulantes, espalhando-se pela Europa. Foi assim que encerrou o monopólio Espanhol.

A primeira mutação do canário amarelo pertenceu primeiramente à rainha Elizabete. O Canela, a segunda mutação, aconteceu em 1709. Na Alemanha, em 1880, o destaque aconteceu com o aperfeiçoamento do canto, em uma aldeia chamada Harz. Surgindo, então, o canário de canto ou Roller.

Em 1885, apareceram os primeiros canários de fator. Neste caso, não houve mutação, e sim, um cruzamento entre um Tarim da Venezuela com um canário de cor (híbrido fértil). Os canários Isabéis também não são originários de mutação e sim de cruzamento entre Canela e Ágata.

Em 1900, surgiu o Ágata, a terceira mutação, em 1908, os Brancos. Em 1910, aconteceu o “Primeiro Congresso de Canaricultura”, na cidade de Leipzig. E, com o tempo, foram acontecendo os aperfeiçoamento nas cores, no canto e no porte.

Os canários de porte tiveram sua origem na Inglaterra onde, até hoje, encontram-se os melhores canários de cada raça. Os nomes foram dados de acordo com a cidade de origem.

O canário negro verdadeiro ainda não existe, mas está sendo tentado e poderia ser obtido pelo cruzamento do canário com o pintassilgo negro Carduelis atratus, conforme artigo do ornitólogo Giorgio de Baseggio.

Mutações na canaricultura e uma constante, no ramo da arte da criação de canários, há três grandes grupos:

(1) Canários de cor (2) Canários de porte (3) Canários de canto.

Os canários de cor, pela classificação da OBJO (Ordem Brasileira de Juízes de Ornitologia), contam hoje com quase 450 cores. Segundo o Manual de Julgamento dos Canários de Porte da FOB (Federação Ornitológica Brasileira) / OBJO são cinco os grupos de porte, totalizando quarenta e três raças.

CANTO - Clube Amigos Norte-riograndenses de Ornitologia.
Página anterior Próxima página